quarta-feira, maio 26, 2010

Terapeuta Ocupacional

Entrevista a Zaida Nunes, uma Terapeuta Ocupacional.

Ana Nunes – Era esta a profissão que queria?
Zaida Nunes – Não, queria ser veterinária.


A.N. – Então porquê esta profissão?
Z.N. – Na altura não tive a média suficiente, e depois surgiu uma oportunidade de visitar o Centro de Reabilitação de Alcoitão, onde tive o primeiro contacto com a Terapia Ocupacional.

A.N. – Portanto não se arrepende de ter seguido esta profissão?
Z.N. – Não, de todo.

A.N. – Há quanto tempo exerce esta profissão?
Z. N. – Exerço há 23 anos.

A.N. – Fale-me um pouco do seu trabalho.
Z.N. – A Terapia Ocupacional pode-se dividir em duas áreas: a área de fisiatria e a área de saúde mental. Sempre trabalhei na área de saúde mental, primeiro com crianças, durante cinco anos, e depois com adultos, até aos dias de hoje. O que se pretende na Terapia Ocupacional é capacitar o doente, de autonomia no aspecto social, familiar e profissional, conforme cada caso, para que o doente possa ser autónomo e ser enquadrado na sociedade.

A.N. – O que é gosta mais na sua profissão?
Z.N. – Do contacto com os doentes, porque doentes com a mesma patologia são pessoas com características, necessidades e capacidades diferentes.

A.N. – E o que menos gosta …
Z.N. – Das faltas de meios para atingir os objectivos no processo de reabilitação dos doentes.

A.N. – O que costuma fazer com os seus doentes?
Z.N. – Para cada doente existe um plano de reabilitação. Em que é trabalhada a socialização, actividades diárias, a atenção, a concentração e o comportamento.

A.N.
– E onde trabalha?
Z.N. – Trabalho no Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental (DPSM) no Hospital Espírito Santo de Évora (edifício do Patrocínio).

A.N. – Quais são as doenças que aparecem com mais frequência?
Z.N. - Um pouco de tudo, desde esquizofrenia, distúrbios de personalidade, depressões, doenças bipolares, tentativas de suicídio e demências.

A.N. – Muito obrigada.

Feito por: Ana Nunes

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