segunda-feira, março 15, 2010

Catástrofe na Madeira

As inundações que ocorreram na Madeira, numa dimensão nunca vista, e com impressionantes resultados 42 mortos, 250 desaparecidos, 70 hospitalizados, quedas de pontes, destruição de estradas, ruas e casas, causaram em todos os portugueses, sem excepção, uma profundíssima consternação, tanto no Continente como nas Regiões Autónomas, e um genuíno impulso de solidariedade nacional e internacional.

A Madeira sofreu uma catástrofe natural terrível, talvez relacionada com os desequilíbrios que têm vindo a manifestar-se, em todos os continentes neste nosso planeta, ameaçado pela falta de bom senso do ser humano. A verdade é que a Ciência deu aos homens um enorme poderio, capaz de destruir os equilíbrios da natureza e o próprio planeta.

Nunca houve, que saibamos, tantas e tão graves catástrofes ditas naturais. Tremores de terra, tsunamis, erupções vulcânicas, inundações, calores excessivos, ventos ciclópicos, escassez de água potável, presumivelmente provocados pelas alterações climáticas. Seja como for, o nosso dever de portugueses, neste momento tão grave da sua história, consiste em ajudar a Madeira manifestando-lhe a nossa total solidariedade, com palavras e, sobretudo, com actos. Foi o que fez, sem perda de tempo, o primeiro-ministro. Na verdade, nunca se sentiu naquela ilha, que é um verdadeiro paraíso natural e turístico, uma catástrofe tão grande e que deixasse atrás de si um tão enorme rasto de mortes, sofrimentos e destruições. Como disse Alberto João Jardim, com a voz embargada: "É preciso sepultar os mortos e cuidar dos vivos".
O Presidente da República manifestou a sua preocupação. O primeiro-ministro e o ministro da Administração Interna voaram para a Madeira no próprio dia e prometeram pôr militares, bombeiros, médicos, enfermeiros e técnicos diversos do Continente à disposição das autoridades da Região. Alguns já estão a actuar no terreno. Cumpriram em tempo recorde - e bem - o que deles se esperava.
A reconstrução das estradas, das pontes, do leito das ribeiras, das casas e das lojas inundadas de lama vai levar tempo e custar muito dinheiro. Mas tem que se arranjar. O Governo Regional da Madeira solicitou auxílio ao Governo Central e a Bruxelas. Tudo deve ser feito para lho dar - e levar a União Europeia, através do Fundo Especial para catástrofes, a fornecê-lo, igualmente.
Trabalho realizado por:
- Ana Trindade;
- Cátia Rego;
- Francisco Serrano.

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